Antiga base da Al Qaeda dá lugar à tranquilidade no Iraque

19/04/2009

Coreia do Norte cumpre promessa e lança foguete; ONU discute retaliação

05/04/2009

 

A Coreia do Norte cumpriu neste sábado a promessa de lançar um foguete de longo alcance carregando um satélite civil de comunicação, e já comemora o sucesso da operação. Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão confirmaram o lançamento, mas o Comando Aeroespacial dos EUA e o Ministério da Defesa sul-coreano negaram o êxito da instalação do satélite em órbita. O lançamento ocorreu por volta das 11h30 deste domingo (23h30 de sábado pelo horário de Brasília), com forte pressão da Coreia do Sul e dos EUA.

Segundo autoridades japonesas, que negaram intenção de ataque a seu território, o foguete caiu a cerca de 2.100 quilômetros ao leste de Tóquio. Segundo Pyongyang, o satélite transmitiu músicas sobre o ditador Kim Jong-il e o pai dele, o general Kim Il-sung, além de discursos sobre a fundação do Estado comunista.

Anteriormente, o Ministério da Defesa do Japão afirmou que a primeira fase do foguete caiu no mar, a 280 km da costa oeste do país. Horas antes do lançamento, o governo norte-coreano ativou os radares situados ao redor da base Musudanri, ao nordeste do país, de onde o foguete teria sido lançado.

Mesmo com a ausência de um ataque formal, o Japão pediu uma reunião emergencial neste domingo no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) por considerar que o lançamento fere as regras da entidade, mesmo se tratando de um satélite civil.

O país prometeu que irá pedir, junto ao conselho, a prorrogação das sanções contra a Coreia do Norte –que expiram no próximo dia 13– por mais um ano, em vez de seis meses. As sanções proíbem a importação de produtos norte-coreanos por parte do Japão, assim como as exportações de muitos produtos japoneses para a Coreia do Norte e a entrada, em águas territoriais japonesas, dos navios de bandeira norte-coreana.

 

Multidão sai às ruas de Seul (Coreia do Sul) para protestar contra o lançamento de foguete da Coreia do Norte

Multidão sai às ruas de Seul (Coreia do Sul) para protestar contra o lançamento de foguete da Coreia do Norte

EUA

Em Praga, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o lançamento uma “provocação” e disse que nenhum país “tem direito de colocar a estabilidade mundial em risco com a utilização de armas nucleares”. O lançamento do artefato provocou forte comoção da comunidade internacional, em especial da Coreia do Sul, que continua a manter as tropas em alerta na fronteira.

Obama prometeu buscar apoio junto ao Senado para ratificar o Tratado para a Proibição Completa das Experiências Nucleares. O Tratado que havia sido ratificado por 148 países entrará em vigor após a assinatura dos Estados Unidos, China, India, Paquistão, Israel, Irã, Egito, Indonésia e Coreia do Norte.

ONU

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, disse neste domingo que o lançamento do foguete norte-coreano não ajuda em nada nos esforços para assegurar a paz e a estabilidade regionais e pediu a Pyongyang que cumpra as resoluções do Conselho.

“Devido à instabilidade na região, um lançamento deste tipo não vai em direção aos esforços para promover o diálogo, a paz regional e a estabilidade”, afirmou o secretário-geral em um comunicado divulgado pelo seu escritório de imprensa.


Plano afegão de Obama é ‘melhor que o esperado’, diz Karzai

28/03/2009

Presidente do Afeganistão elogia nova estratégia americana para região; mais quatro mil soldados serão enviados

CABUL – O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse neste sábado, 28, que a nova estratégia americana para a região é “melhor que o esperado”. Karzai elogiou as medidas para melhorar a segurança dos civis e instituições, parte dos planos anunciados pelo chefe de Estado na sexta-feira. Para o líder afegão, a estratégia irá ajudar na luta contra o terrorismo e aumentar a estabilidade.
Na sexta, Obama anunciou o envio de mais quatro mil soldados ao país, além dos 17 mil que já seriam enviados para atuar em território afegão ainda em 2009. Os Estados Unidos já têm 38 mil soldados no país asiático. Além do reforço no contingente americano, o plano prevê uma intensificação no treinamento de militares e policiais do Afeganistão e do Paquistão para combater extremistas islâmicos.
Obama também anunciou mais investimentos em obras de infraestrutura – como hospitais e estradas – nos dois países, em áreas carentes que vêm sendo procuradas por militantes radicais para o recrutamento de jovens.
De acordo com o líder americano, a situação no Afeganistão é “cada vez mais perigosa” e objetivo final americano é o de derrotar a rede extremista Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão e impedir o retorno da milícia Taleban, que controlou a maior parte do território afegão até a invasão do país por tropas comandadas pelos Estados Unidos, em 2001.
Segundo Obama, “a Al-Qaeda e seus aliados, os terroristas que planejaram e apoiaram os atentados de 11 de setembro estão no Paquistão e no Afeganistão”. A nova estratégia militar americana tem como um de seus objetivos coibir o crescente poder paralelo exercido pelo Taleban e pela Al-Qaeda na zona fronteiriça entre Paquistão e Afeganistão.
Trata-se de uma região de terreno montanhoso e dominada por grupos tribais, onde os governos dos dois países têm pouca influência. Os Estados Unidos temem que a região sirva de base para o lançamento de novos ataques contra os americanos e seus aliados.
AMEAÇA
Outro objetivo é tornar o Afeganistão mais estável para as eleições gerais afegãs, previstas para agosto deste ano. Nas palavras de Obama, “se o governo afegão cair novamente sob controle do Taleban, ou permitir que a Al-Qaeda não seja confrontada, aquele país novamente servirá como base para terroristas que querem matar quantas pessoas conseguirem.”
Como parte do plano, os Estados Unidos também esperam contrapartidas por parte de afegãos e paquistaneses. Obama disse que afegãos devem fazer mais para conter o avanço do cultivo de drogas no país e procurar coibir a corrupção no governo.
Do Paquistão, os americanos buscam uma intensificação da repressão ao Taleban, que, de acordo com analistas, contaria com simpatizantes dentro da administração do país. Segundo Obama, a Al-Qaeda representa para o Paquistão “um câncer que poderá corroer o país por dentro” e que já custou a vida de milhares de cidadãos paquistaneses, entre eles soldados, policiais e a ex-primeira-ministra, Benazir Bhutto.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Sábado, 28 de março de 2009, 08:31


China comemora ‘emancipação’ do Tibete com novo feriado

28/03/2009

sábado, 28 de março de 2009, 10:36

PEQUIM – A China comemorou seu primeiro Dia da Emancipação dos Servos neste sábado, com testemunhos de tibetanos sobre os méritos do governo comunista, denúncias contra o Dalai Lama e promessas de combater qualquer tentativa de independência.

O governo em exílio do Dalai Lama, que a China considera ilegítimo, afirmou que o feriado público estava agravando problemas e tinha o objetivo de esconder a repressão no Tibete.

A China anunciou este ano que o dia 28 de março será feriado anual no Tibete, comemorando a data de 1959, quando tropas chinesas tomaram o controle do governo em Lhasa após serem destacadas para suprimir uma revolta.

Em uma cerimônia cuidadosamente coreografada, realizada em uma vasta praça pública abaixo do Palácio Potala, em Lhasa, o governo mandou a mensagem de que sua administração trouxe fim ao cruel sistema feudal e melhorou a vida dos tibetanos desde então.

Quase ano após as violentas revoltas que tomaram conta de Lhasa e causaram protestos em regiões étnicas tibetanas, cerca de 13.000 tibetanos fizeram filas enquanto um ex-servo, um estudante, autoridades militares e os maiores líderes da região falaram sobre os horrores do “velho Tibete” e os méritos do governo de Pequim.

A China tem mantido as regiões tibetanas sob controle neste mês, que não é apenas o aniversário dos protestos do ano passado, como também marca os 50 anos de uma revolta fracassada contra o domínio chinês, que causou a fuga do Dalai Lama para o exílio na Índia.

Visitando uma exibição no Tibete na sexta-feira, o presidente chinês, Hu Jintao, afirmou que a atual “boa situação” no Tibete foi “difícil de ser obtida e deveria ser altamente apreciada”, informou a agência de notícias Xinhua.


17/03/2009

Taleban paquistanês volta a atacar os caminhões da Otan

da Reuters

Combatentes do Taleban incendiaram neste domingo (15) 20 caminhões que levavam suprimentos destinados às forças da Otan (aliança militar ocidental) no Afeganistão. O ataque ocorreu em Peshawar, principal cidade paquistanesa na região da fronteira afegã. “Eles vieram no escuro e atiraram bombas de gasolina, que atingiram 20 contêineres e caminhões. Em seguida, abriram fogo enquanto fugiam”, declarou o policial Ejaz Abid. Dois guardas ficaram feridos. Os caminhões incendiados foram estacionados em um depósito na periferia de Peshawar. O ataque integra uma série que vem ocorrendo na região desde dezembro de 2008, quando dois terminais de carga onde estavam estacionados dezenas de jipes blindados e caminhões de transporte de mantimentos foram atingidos. O Paquistão é a rota de 70% dos suprimentos ocidentais para o Afeganistão. O material chega no porto de Karachi e é levado por terra até a passagem de Khyber, desfiladeiro na região tribal paquistanesa, base da Al Qaeda e do Taleban. O grupo fundamentalista, formado durante a guerra contra a ocupação soviética do Afeganistão (1979-1989) foi derrubado do poder em Cabul na invasão americana de 2001 e atua nos dois países. Em fevereiro deste ano, os combatentes explodiram uma ponte em Khyber. A rota ficou fechada por dois dias. Os EUA negociam com a Rússia e com ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central o estabelecimento de novas rotas para o Afeganistão, mas esses países têm imposto restrições ao transporte de armas. No mês passado, o Quirguistão cancelou autorização para o uso, pelos EUA, de uma base aérea crucial para a campanha militar americana.


Apresentação

15/03/2009

No ar, mais um blog nessa imensidão que é a internet. O nascimento desse blog provém de um projeto de aula da professora Beatriz Zaragoza, de alunos do 01º semestre do curso de Comunicação da FIAM – SP. Aqui vamos retratar as notícias mais importantes veiculadas nas diversas mídias – TV, jornal, a própria internet – sobre o continente que é conhecido como parte do “Velho Mundo.” E pra começar, nada melhor do que “apresentar” esse continente a vocês:

A Ásia.

 A Ásia forma, junto com a Europa e a África, o chamado Velho Mundo. É o continente mais populoso do mundo, possui mais de 3,6 bilhões de habitantes, mais da metade vivendo na Índia (mais de 1 bilhão) e China (1,3 bilhão); apresenta um diversificado quadro étnico, religioso e lingüístico, que tem um grande peso sobre os aspectos políticos e socioculturais da região. O continente apresenta contrastes marcantes em sua economia. Na Ásia encontram-se os prósperos produtores de petróleo do Oriente Médio, nações plenamente industrializadas (China, Tigres Asiáticos e Índia). Porém, apesar da intensa modernização econômica, mais de 50% da PEA estão empregados na agricultura, especialmente nas nações do subcontinente indiano. A Ásia participa da Nova Ordem Mundial por meio de seu imenso mercado consumidor, da sua imensa disponibilidade de mão-de-obra barata e dos seus dois importantes blocos econômicos, Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e a Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), além de três importantes potências político-econômicas de âmbito regional e mundial: Japão, República Popular da China e Índia. Para melhor localização desse continente no globo terrestre, disponibilizamos abaixo um mapa da região.

Ásia